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Escrito por Redação Crescer - 26/04/2007 |
Boas lembranças “Sinta-se em casa”. Foi que ouvi de um dos diretores da TV Cultura em uma entrevista coletiva a que assisti, para o anúncio do maior centro de produção televisiva infantil da América Latina. E como eu não ia me sentir em casa no endereço: “rua Cenno Sbrighi 378”? Era o endereço para mandar as cartas para o Bambalalão, o programa infantil que mais marcou minha infância. E como eu não ia me sentir em casa olhando para a carinha fofa de Tatiana Belinky, uma senhora que recém-completou os 88 – “e não é biscoito”, como ela mesmo disse hoje – e que é a responsável pela primeira versão do Sítio do Picapau Amarelo para a televisão? Amiga de Monteiro Lobato, ela ali assistia a uma celebração de um sonho, de um caminho que ela começou a traçar na televisão brasileira: programas feitos especialmente para crianças. Em uma época próxima em que já sonhava com isso o norte-americano Jim Henson que inventou os “muppets” no nome e no modo: ninguém manipulava bonecos assim antes dele. E não à toa, criou o Vila Sésamo, com personagens e programas que encantam crianças do mundo inteiro há três décadas. E como eu não ia me sentir em casa se a entrevista tinha como mestre de cerimônias o boneco Júlio, do Cocoricó – do qual ganhei um gentil beijo na mão – e que é um dos ídolos das crianças – e dos pais – dos anos 2000?  E como não me sentir em casa diante da fantasia do Garibaldo, aquele lá, do comecinho dos anos 70 - quando eu ainda não tinha nascido. Sou de 74! – todo azul e do qual meus irmãos recordam com aquela poesia que só lembrança de infância tem? Programa infantil para crianças é um desafio e algo que o Brasil tem de fazer questão de continuar produzindo. Porque dizer que criança só gosta de videogame e computador é pura preguiça de pensar. Vou parafrasear Fernando Gomes, diretor do programa Cocoricó e que como manipulador está envolvido em quase tudo que apareceu na área na televisão brasileira. “Criança gosta do que é bom”. (Cristiane Rogerio)
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Escrito por Redação Crescer - 24/04/2007 |
Obesidade infantil
É um tema constante nas páginas da CRESCER. A preocupação tem razão de ser, basta olhar as estatísticas mundiais. Está cada vez mais difícil criar – e manter! – bons hábitos alimentares, praticar esportes, enfim, ter uma vida mais saudável para dar exemplo aos filhos. Os motivos são muitos: falta de tempo, de segurança e até de dinheiro. Afinal, tudo que é light sai mais caro. A obesidade, como sabemos, é uma doença multifatorial. Isso significa que a “culpa” pode ser da genética, do sedentarismo, da indústria de alimentos – de todas ou nenhuma das anteriores. Estudos recentes mostram, no entanto, que a influência da televisão pode ser maior do que imaginamos. Não apenas porque a atividade é sedentária, mas também por causa dos comerciais – em geral, de alimentos que engordam – a que estamos expostos. Pesquisa da Universidade de Liverpool, por exemplo, sugere que as crianças com sobrepeso e obesas comem até 100% mais depois de assistir programas com anúncios de comida nos intervalos. Número que os pais não devem ignorar. Nos EUA, onde a doença já atinge 30% das crianças e adolescentes, o assunto tem sido debatido exaustivamente. Tanto que, de 23 a 29 de abril, o governo promove a TV Turnoff Week (algo como Semana da TV Desligada) para incentivar as pessoas a trocar a atividade por algo mais saudável.

Claro que só desligar a televisão não vai resolver o problema. Mas, pelo menos, vai fazer muita gente refletir.
(Malu Echeverria) |
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Escrito por Redação Crescer - 20/04/2007 |
Depois da separação....
Conheço poucos casais que conseguiram estabelecer a guarda compartilhada, em que os pais dividem, meio a meio, a responsabilidade sobre o filho. Na maioria dos casos, a criança permanece com a mãe e vê o pai nos fins-de-semana e alguns feriados. Se a criança pudesse escolher, acredito que optaria pela guarda compartilhada, afinal, teria liberdade para ver tanto o pai quanto a mãe quando sentisse vontade. É dar liberdade para os menores e garantir harmonia na relação dos que um dia formaram um casal. Para as relações entre homem e mulher existem leis que garantem os direitos de cada um. Nas famílias homossexuais – ou homoafetivas, como vêm sendo denominadas -, não há lei alguma que os ampare. Eles dependem das percepções individuais dos legisladores. Imagine viver assim, sem respaldo legal? Na prática, a constituição não reconhece nem a condição civil dessas pessoas. Casar elas não podem. Adoção é um processo complicado (por isso a maioria não declara ser homossexual). E separação? Com quem fica a criança, com um dos pais ou com uma das mães? O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que já demonstrou avanços nesta área quando aceitou a adoção de uma criança por um casal homossexual, passou na frente dos demais estados brasileiros mais uma vez. Agora, deu a uma lésbica o direito de visitar a filha da ex-companheira gerada através de inseminação artificial. Ultraje? Não. Algumas percepções individuais ajudam a sociedade crescer.
(Thais Lazzeri)
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