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Escrito por Redação Crescer - 20/06/2007 |
Quando a lembrança canta na gente Sábado reunimos o pessoal da redação fora e o designer Ricardo Fiorotto pegou violão, partituras e muita empolgação e nos levou a uma viagem maravilhosa por letras e melodias. Temos em comum o prazer em trabalhar aqui juntos e somos interessados pelos temas que tratamos. Porém, temos nossas diferenças, nossas histórias. E uma roda de violão improvisada sempre nos salta as diferenças de gostos e estilos e nos tranqüiliza a possibilidade de convivência e respeito.
 E isso tem tudo a ver com educação. Cresci achando isso tudo muito normal. A minha infância foi sempre bem musical. E lá rolava de tudo. Meu irmão mais velho, Mário, esquecia que eu estava no berço e tacava Deep Purple no último volume. Meu outro irmão, Jonas, descobriu os Beatles quando era adolescente e enlouqueceu: minhas lembranças são dele dominando a vitrola com os amigos ao lado e eu tentando uma coreografia de criança ao som de Come Together.
 E, para completar, vinha a minha irmã, Denise, sentar no sofá, encostar a cabeça, fechar os olhos e emocionar-se com Chico Buarque. Junto com tudo isso, tinha a minha mãe, que amava tudo, aceitava tudo, percorria todos os sons, todos os estilos e cantava o tempo todo: para ela, a música sempre encontrava a porta de casa aberta. E a beneficiada fui eu, que sempre ouvi de tudo e música é uma grande paixão. Agora, adulta, não tenho como descrever o que sinto quando tenho a oportunidade de estar com meus irmãos compartilhando emoções como ouvir João e Maria ao vivo com o Chico ou assistir a Paul McCartney – o próprio, aquele lá, que é um dos Beatles! – começar um show com Drive My Car! Já vivo um pouco o inverso com as minhas sobrinhas. Já sou lembrança musical na vida delas. E tem melhor coisa a fazer do que criar boas lembranças?
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 19/06/2007 |
Nossa Thais está bem
Falante (mais ainda!) e no dia seguinte à operação. Em poucos dias estará de volta ao trabalho, aqui na Crescer. Estamos muito felizes por você! (Paula Perim) |
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Escrito por Redação Crescer - 18/06/2007 |
Sua filha precisa operar logo...
Meus pais ouviram esta mesma frase duas vezes. Na primeira, eu, próxima de completar cinco anos, precisei fazer uma cirurgia cardíaca para "consertar" um bloqueio no coração. Depois de confirmar o diagnóstico com 8 médicos (parece muito, mais era da vida de um filho que eles estavam falando), decidiram que o melhor a ser feito era operar. Meu pai me conta que "quase morreu" (essas são palavras dele, uma pessoa mais racional que emocional) quando eu fui levada pelos médicos. Ele disse que, antes de adormecer por conta da anestesia, eu falei: estou vendo dois papais. Imagine o que ele não pensou. O quanto não sofreu por não poder trocar de lugar comigo. Pais e mães nasceram para ser nossos guardiões. Foram oito dias no Hospital Sírio Libanês. Oito dias ao lado da minha mãe. Oito dias que a minha irmã, então com três anos, passou sem nos ver. Ainda choramos por isso. A segunda vez que eles passaram por uma situação bem parecida foi por estes dias. Novamente precisarei ser operada para colocação de um marcapasso - um aparelho que vai ajudar meu coração, que sempre bateu pouco (40 por minuto), a bater mais e melhor. Dessa vez eu participei da decisão, mas nem por isso foi menos sofrida. A gente, como qualquer ser humano, tem esperanças, e é por elas que lutamos até o fim. Nesse caso, o fim foi um recomeço. Meus pais mais uma vez vão para a prova de fogo. Mais uma vez sabendo que é o melhor que poderiam fazer por mim.
(Thais Lazzeri) |
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Escrito por Redação Crescer - 18/06/2007 |
Muito séria!
Acabo de ler um comentário que a Bárbara deixou no post que a Malu Echeverria fez sobre sua viagem para o laboratório de brinquedos da Fisher-Price, nos EUA. Vale a reprodução aqui:
"Desculpe, mas não consigo deixar de lembrar da reação da minha filha de 4 anos diante desse slogan: 'porque brincadeira é coisa séria'. Ela reage: Mamãe! Brincadeira não é coisa séria, né? É brincadeira!".
Não é maravilhoso?
(Paula Perim) |
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Escrito por Redação Crescer - 15/06/2007 |
Um outro modo de enxergar
Fui assistir ao filme Vermelho como o céu, uma produção italiana em cartaz em alguns cinemas. A história se passa nos anos 70, e conta a história (real) de um menino de dez anos que perde a visão em um acidente com a espingarda do pai. Mandado para uma escola de cegos, já que na época a Itália não aceitava que crianças com deficiência freqüentassem a escola normal, o menino descobre outras maneiras de ver, sentir e interpretar o mundo. O som é sua principal ferramenta de descoberta: Mirco pesquisa sobre os sons da natureza, do vento, da água, das abelhas. Mesmo quem não tem nada errado com os sentidos pode aprender a olhar as coisas de outra maneira. Cheia de poesia, de fantasia, de mágica.
(Jeanne Callegari) |
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