Escrito por Redação Crescer - 04/09/2007
De cara nova!



Esta é a capa da edição de setembro da Revista Crescer. Estreamos um novo projeto gráfico e o resultado deixou todos da redação muito satisfeitos (e orgulhosos, tenho de dizer!). A revista vai para as bancas a partir de amanhã (se você é assinante, talvez já tenha recebido). Conte aqui o que você achou!

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 04/09/2007
Ele vai ser o homem-aranha!

Quem já levou o filho para assistir a trilogia sabe bem do que estou falando. A convicção é tanta que os pais deixam passar e, por semanas, o filho torna-se um super-herói. Imagine o quanto impossíveis eles não ficariam se tivessem a roupa verdadeira do homem-aranha? Cientistas italianos – que devem gostar muito deste herói do gibis e do cinema- estão dispostos a criar a roupa elástica do homem-aranha que possibilite ao usuário escalar paredes.




É a “tecnologia-natural”, como eles chamam. Ela vem das aranhas e das lagartixas, que possuem estruturas semelhantes a pêlos que as permitem aderir a vários tipos de superfícies. Se você já se preocupava com as janelas...

(Thais Lazzeri)
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Escrito por Redação Crescer - 02/09/2007
Antes de a festa começar...

Tem amigos que a gente só encontra nas festinhas de aniversário. E, por isso mesmo, ficamos tão ansiosos durante os preparativos. Cada festa lembra algo especial.
Íris fez 1º aninho numa festa de circo, com direito à banda de pífanos. Com quatro anos ela desenhou uma florzinha colorida, que virou convite e piquenique no parque.
Davi, com 4 anos, foi o próprio Peter Pan. Fizemos fantasia e encontramos a tradução do original “Peter Pan e Wendy”, que li para eles durante 30 noites. Na festa, barquinhos de papel guardavam as lembrancinhas. Quando pintou os 7 anos, ele descobriu seus “mundos”. Lemos o “Pequeno Príncipe”, fizemos planetas de papel machê e um foguete gigante de papelão – todos viraram astronautas.
Caio também tem suas histórias: com poucos dias de nascido “passeava” de carro todos os dias pra levar os irmãos na escola. Antes de completar um aninho, fazia bico e... bruumm, bruumm, bruumm... a palavra, já sabia “de có e salteada” aos dois anos. Então, sua festa não podia ser diferente: a brincadeira com massinha de modelar virou convite e o painel era igualzinho (pintado de lápis pastel). O cenário foi montado no chão e na mesa: lá estavam todos os seus carrinhos numa pista de TNT. O resto foi pura festa!
(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 01/09/2007
Diário de Bordo: da serra ao mar

Viajar pode ser algo totalmente inusitado quando se fala nas férias de uma família que poderia ser personagem de desenho animado, embora saindo de um cenário bem comum. Pai, mãe e três crianças com diferentes faixas etárias - talvez a verdadeira “Família Incrível” das telas de cinema, que dribla a pane aérea e as crises financeiras - e sai do Planalto Central para viver dez dias de sossego numa praia “tão-tão” distante, como em outro roteiro cinematográfico.
Para muitos que observam o quinteto no meio de tantas bagagens e motivações surge a pergunta: “Como é viajar com três crianças?”. Essa é uma indagação que respondemos por várias vezes às mães de primeira viagem; pais descontrolados com seus filhos impacientes, ou aos casais de idosos, que oferecem assento no saguão de embarque e se mostram saudosos com a cena. Talvez, essa dúvida tenha uma única resposta: “tudo pode virar um passeio casual”.
(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 31/08/2007
Fazendo a lição de casa

Estou estudando com Davi, de 7 anos, as grandes descobertas na gramática da primeira série. Entre a vírgula e os dois pontos surge também a interrogação e, no mesmo momento, reviso o “B, A, BÁ” de minha vida. As respostas, segundo meu pequeno sábio na tarefa de casa, podem vir com uma exclamação (!), algumas vezes mostrando desespero, outras felicidades, ou um grito: “Viva! Aprendi!”. Para Caio, tudo é muito simples, as palavras nem precisam ser escritas. Todo sentimento é choro ou riso, tudo de bom vira um abraço.
Já Íris,11 anos, entra na filosofia e diz: “você sabia que as mulheres espartanas também lutavam para defender as muralhas da cidade? Elas eram valorizadas porque passavam sua força quando davam à luz os grandes guerreiros”. No resumo de sua aula de história ela conforta minha ansiedade e, sem saber, os três me ensinam. Agora, com todas essas lições, encontro também a explicação para a arte de ser mãe.
(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 31/08/2007
Ser madrasta é...

Bem diferente do que lemos nos contos de fada. É o que comprova a terapeuta familiar Roberta Palermo em seu segundo livro sobre o assunto: 100% Madrasta, Vencendo as Barreiras do Preconceito (Intregare Editora).
Depois de uma experiência ruim com a própria madrasta na infância, Roberta decidiu quebrar esse estigma quando ela mesma se apaixonou por um homem que já tinha filhos. Há quatro anos, fundou a Associação das Madrastas e Enteados (Ame), por onde já passaram cerca de 7 mil pessoas. Quem quiser participar, pode entrar no Fórum das Madrastas, do qual ela é moderadora. Madrastas, maridos, filhos, enteados, avós e até mesmo ex-mulheres são bem-vindos! E foi nesse clima familiar que aconteceu o lançamento do livro numa livraria em São Paulo, esta semana. Veja as fotos!

Eu e Roberta, no lançamento, com direito a dedicatória especial à revista CRESCER. Abaixo, Roberta e o filho, Pedro, de 5 anos








Nós da CRESCER valorizamos a família acima de tudo, seja qual for a constituição – pais e filhos; mãe e filhos; pai, madrasta, enteados; mãe, padrasto, filhos e por aí vai.

(Malu Echeverria)
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Escrito por Redação Crescer - 30/08/2007
Caio, 2 anos e muitas lições


Semana passada, como em outras vezes, Caio chegou mordido por outra criança da escola. Foram dois dias seguidos (no rosto e nas costas). E, o que eu podia fazer, além de cuidar daquelas marquinhas doloridas? Dar atenção e explicar, conversar para que essas trocas de “carinho às avessas” não se repitam tantas vezes? Percebi apenas que para nossos pequenos, os momentos são instantâneos. Quando Íris, indignada com a marca das mordidas, falou que aquele amiguinho era “chato, menino feio”. Caio então respondeu de súbito: “feio não! É meu amiguinho”.

(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 29/08/2007
1001 idéias

No post sobre as caixinhas do Mc Donalds, recebemos o comentário da Andréa, muito pertinente, falando dos saquinhos (de papel) e sacolinhas (de plástico) das padarias e do que podemos fazer para ajudar a diminuir a produção de lixo. Ela deixou o link do seu blog. Fui lá ver e adorei. Deixo aqui o link para vocês conferirem. http://af1001coisas.blogspot.com/

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 29/08/2007
Caio, Íris e Davi

Quando nem tudo pode virar brincadeira e a situação sai do controle é comum a gente se perder entre choros, birras, gritos e entre os objetos que não encontramos na casa inteira. Eles gostam ou desgostam e dizem “NÃO”. Nós, mortais cansados, apenas relutamos e quase concordamos com alguém que teoriza a “dominação dos filhos sobre os pais”. Mas, para alívio é mais cômodo afirmar que os pequenos estão apenas participando de nossas decisões. Lembro de Íris e Davi, hoje com 11 e 7 anos, quando tinham a idade de Caio (2 anos e meio). Acho que essa é mesmo a “fase adolescente” da primeira infância.

(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 29/08/2007
"Sem a caixinha, por favor"



Você já parou pra pensar quanto tempo de vida tem um caixinha de Mc Lanche Feliz? Ela vai para a bandeja, seu filho abre, tira a comida e depois de 20 minutos... lixo! E sem direito a reciclagem, coisa que parece estar longe de acontecer no Mc Donalds do Brasil (sei que há 14 anos atrás, dentro do Mc da Austria, já havia separação de lixo...). Que tal combinar com seus filhos de simplesmente pedir que o sanduíche ou nuggets, a batata, o refrigerante e, sim, o esperado brinquedo, venham na bandeja, sem a caixinha? Uma ajuda que você vai dar ao planeta (e, quem sabe, uma ajuda para que o Mc Donalds pense um pouco no assunto...). Já adianto que não vai ser tão fácil. Outro dia fiz exatamente esse pedido para uma vendedora do Mc que não se conformou. Insistiu, disse que era de graça e por fim me disse que eu poderia levá-la desmontada mesmo, e colocou sobre minha bandeja. Eu expliquei que ela iria da bandeja para o lixo e que não fazia o menor sentido. Muito a contra-gosto a menina pegou a caixinha de volta... Não sei se eles contam o número de Mc Lanche Feliz que vendem pelo número de caixinhas, e por isso ela ficou sem saber o que fazer... Enfim, se todo mundo embarcar nessa idéia, as crianças aprendem que devem prestar atenção no lixo que produzem e o Mc pode pensar em maneiras de colaborar com a redução do lixo. O planeta agradece. Pense nisso!

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 28/08/2007
Crescendo em família - parte 2

O nascimento de Davi e Caio também foi uma mistura de sentimentos, como o da Íris. Em 1999, Íris demonstrou, pela primeira vez, vontade de ter um irmãozinho. Assim nasceu Davi. Seu nome foi uma escolha minha e de Daniel, antes mesmo de nos conhecermos (coincidência ainda dos tempos de namoro). Em 2005, achar o nome de Caio foi inusitado - parecia que as opções haviam acabado. Mas Caio, como seu próprio significado, desabrochou como a flor da felicidade.

Quando ele estava com dois meses, recebi uma proposta quase irrecusável, com direito a creche no local de trabalho. Mas, meu dia agora estava dividido em cinco: por Caio, Íris, Davi, Daniel e por mim mesma. Então esperei Caio completar um ano e poder ir à escola. Com ele, também voltei a estudar e tentar me encaixar profissionalmente.

(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 27/08/2007
Crescendo em família

Hoje me vi contando os dias, os nomes, os sonhos...Íris, Davi e Caio: três grandes mudanças de minha vida. Até ontem, foram mais de 24 mil choros, risos e choramingos, 11 mil fraldas, 4 mil e 200 dias e noites... Os planos e a contabilidade realmente mudam com a chegada de um filho, imagine quando tudo é multiplicado por três, mesmo que a chegada seja parcelada?

As três vezes que descobri estar grávida foram uma mistura de sentimentos: felicidade, insegurança, medo e determinação. Em 1995, ainda era estudante de jornalismo, namorava o Daniel há quase dois anos quando Íris nasceu. Era um aprendizado diferente: precisava lidar com grandes mudanças de corpo e de maturidade. Hoje me vejo mãe, mas não foi nada fácil. Eu e Daniel terminarmos nosso curso e resolvermos sair de Recife para Brasília. Íris, que já estava com dois anos e meio, foi a dama de honra de nosso casamento no parque - uma matinê de poucas cerimônias e grandes despedida da família. Amanhã conto as outras duas experiências como mãe, com as maravilhas de cada uma delas...

(Ana Inês Ferreira)
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Escrito por Redação Crescer - 24/08/2007
40 crianças, 40 dias, sem adultos por perto

Ainda nem estreou na TV norte-americana, mas já está dando o que falar o próximo reality show da rede CBS: Kid Nation. Como sugere o título, o programa vai apresentar uma cidade cenográfica, no estilo Velho Oeste, habitada somente por crianças. São 40 meninos e meninas, entre 8 e 15 anos. Eles terão 40 dias para “construir um admirável mundo novo”. Não haverá nenhum adulto por perto, logo, são eles quem vão cuidar de si sozinhas, trabalhando, cozinhando e lavando as próprias roupas, por exemplo. Será que vão conseguir se mostrar melhores que os que vieram antes delas?, questionam os produtores. Ou a cidade vai ser tomada pelo caos?



Além da absurda idéia de expor as crianças ao ridículo, a crítica que o programa tem recebido é em relação ao trabalho infantil. O jornal New York Times fez uma enquete sobre o assunto em seu site: quase não há respostas a favor. E você, deixaria seu filho participar de um programa assim?
O Kid Nation estréia no dia 19 de setembro, às 20h, no canal CBS. Agora é esperar para saber se a audiência vai concordar com os pais.

(Malu Echeverria)
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Escrito por Redação Crescer - 24/08/2007
Desperte com o seu iPod

Acordar cedo é um drama – para adultos e crianças. Já que não se pode mudar tudo na vida, como o horário de entrar no trabalho ou na escola, que a sofrimento torne-se motivo para diversão. É a proposta do despertador GrooveToons. Este aqui tem o formato de um personagem da Cartoon que fica “de bizu” pra ver se você vai acordar. Não bastasse, tem um botão (snooze) que permite que você repouse um pouco mais (aqueles cinco minutinhos que todo mundo sonha ter para “despertar melhor").



(Thais Lazzeri)
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Escrito por Redação Crescer - 22/08/2007
Linguagem de sinais para bebês?! Socorro!


É incrível a que ponto pode chegar a loucura das pessoas... Você já ouviu falar em Baby Sign Language? Não? Que bom! Essa tal Linguagem de Sinais dos Bebês é um método que pretende "ensinar o bebê a se comunicar, mesmo antes que ele possa falar". O vídeo abaixo é um exemplo da "funcionalidade" do método. A pobre criança é tratada como um mico adestrado (não há como não comparar -- apesar da menina ser uma fofa!). Como se os bebês não conseguissem expressar seus desejos, incômodos e alegrias por seus próprios gestos, choros e gritinhos que qualquer pai ou mãe, minimamente atentos, não consigam entender e que representam a intimidade e a cumplicidade da relação dos pais com seus filhos, individualmente. Chegaram a fazer uma "cartilha" de linguagem de sinais, para convencionar o que ensinar para as crianças! E não só... Já existe a marca Smart Hands http:///www.smarthands.ca/, com um site totalmente dedicado a isso, com descrição das aulas (nível 1, nível 2, aula para instrutor, workshop para pais...). E lá eles garantem: o ideal é começar as aulas com 6 meses de vida (!!!) Que esta idéia jamais pegue por aqui! Tire suas próprias conclusões vendo o vídeo e deixe seu comentário.



(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 19/08/2007
Milk Shake do Mickey


Se misturar sorvete com leite é uma delícia, imagine nesta simpática máquina do ratinho da Disney, com ar retrô. É da marca italiana Ariete, importada pela Imeltron (http://www.imeltron.com.br). Tem 110 e 220 V e custa 290 reais.

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 16/08/2007
Games e verduras

Duas idéias que parecem opostas, mas que, combinadas, podem ajudar as crianças a desenvolver hábitos alimentares mais saudáveis. A marca de vegetais norte-americana Green Giant, que tem como personagens o Jolly Green Giant, um gigante verde, e Sprout, seu amigo broto, lançou uma nova estratégia de comunicação com os pequenos, por meio de games em um website. Comerciais na TV anunciam e convidam para os jogos, que incentivam as crianças a comer legumes e verduras e a praticar atividades físicas. A intenção pode ser apenas vender os produtos da marca, mas se ajudar as crianças a comer melhor, está valendo.

(Jeanne Callegari)
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Escrito por Redação Crescer - 16/08/2007
Teatro para bebês?
Foi com muita surpresa e certa resistência que recebi a notícia de que o Sesc Pinheiros, em São Paulo, anunciava uma curta temporada de um espetáculo teatral voltado para crianças de seis meses a 3 anos. De cara me veio o receio de que estariam usando a arte do teatro para prometer bebês mais inteligentes, como a série de produtos para crianças que chegam ao mercado com este intuito direto e que deixam a diversão de lado.
Mas fui assistir a uma apresentação e, sim, se eu tivesse um filho, adoraria levá-lo. E indiquei para vários amigos pais. O espetáculo em São Paulo é uma parceria entre a companhia espanhola La Casa Incierta e o grupo brasileiro Sobrevento. Há 20 anos o La Casa desenvolve pesquisas na Espanha a respeito de arte para a primeira infância, e promove o Festival Internacional de Teatro para Bebês, que está em sua quinta edição. Sim, para os europeus, bebês não são só seres mais capazes do que geralmente se pensa. Mas dignos de ganhar um espetáculo que o objetivo seja oferecer uma experiência artística apenas.
Pouco antes do início, o diretor, Carlos Laredo, conversa com os adultos que acompanham os bebês.

O espetáculo a que assisti é o Pupila D´ Água, que , segundo ele, fala do choro. Explicou que no espaço que estávamos prestes a entrar, encontraríamos um tapete laranja em EVA. Este era o espaço para os bebês-espectadores. E continuou, dizendo que, claro, os adultos poderiam estar bem próximo deles e que tivessem o cuidado de se concentrarem.
A impressão que fica é que a experiência pode parecer estranha ao adulto, acostumado a ver e ouvir sempre muita agitação em um ambiente com bebês reunidos. No entanto, as crianças misturavam ansiedade com curiosidade. Sim, elas ficaram os 25 minutos do espetáculo completamente mudas, não no mal sentido: estavam envolvidas, ligadas sensorialmente e intelectualmente com o que viam.

As duas atrizes começam o espetáculo que mistura manipulação de objetos, texturas, cores e sons, mas sem intenção de recreação ou de ser pedagógico. Sons de bebês - de gravação ou feito por elas, ou os entoado pelos pequenos espectadores – a todo o momento. Mímica, palavras soltas, frases. Cantos e emoções que variavam demais. Um punhado de grãos de feijão produziram som e imagem que dançavam pelo olhar dos 15 menores que assistiam.
As reações estavam bem claras no olhar das crianças. Mas estavam maravilhadas. Conversavam com o espetáculo.
No final, com uma espécie de conta-gotas, uma das atrizes passeou pela platéia pingando uma gota de água em cada uma das mãozinhas. Elas sentiam a gota como uma jóia, um toque, um carinho. Como se a gota fosse um presente. Viveram uma experiência poética. Por isso é um espetáculo difícil para fazer uma resenha ou crítica. Experiência a gente não conta ou indica. A gente sente e vive.
Quem quiser experimentar, eles estarão de amanhã a domingo no Sesc Pinheiros. Sexta (17), às 14h30 e às 15h30. Sábado (18) e domingo (19), às 14h, 15h30 e 17h. Recomendável para crianças de 0 a 3 anos, acompanhadas de um adulto. Duração: 25 minutos. Retirada de senha com 1 hora de antecedência na sala de atividades. Sala de Atividades - 3ºandar. Grátis. O SESC Pinheiros fica na Rua Paes Leme, 195, Pinheiros. Informações: (11) 3095.9400 ou no site: www.sescsp.org.br.

(Cristiane Rogerio)
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Escrito por Redação Crescer - 14/08/2007
Transformer 2.0

Depois das listas dos 50 melhores brinquedos, confesso que fiquei ainda mais curiosa. Neste fim-de-semana, entrei em 4 lojas com a desculpa que estava procurando um presente para minha sobrinha, que completa um ano no próximo mês. Eu me senti na “Fábrica de Chocolates” de brinquedos (rs). Acompanhando este universo, encontrei o último lançamento da Tomy, uma mega empresa japonesa. Eles estão apresentando o Transformers Sports, um tênis de 13,5 cm que se transforma em robô. Eu, que já adorava os robôs-carros, fiquei ainda mais tentada a levar um para casa. Não é demais?


afp

(Thais Lazzeri)

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Escrito por Redação Crescer - 14/08/2007

Gargalhada de bebê não tem preço...

Este aqui fica 1 minuto e 40 segundos gargalhando sem parar! É irresistível não rir também... http://www.youtube.com/watch?v=f35uXcPGqLY

(Paula Perim)

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Escrito por Redação Crescer - 13/08/2007
Celebrity babies

Descobri um blog http://www.celebrity-babies.com./que pode não ter nada de muito útil sobre cuidados com o bebê, gravidez ou amamentação. Mas lá você fica sabendo tudo sobre as celebridades americanas que estão grávidas ou têm bebês. Se sobrar um tempinho...

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 10/08/2007
Uma dica das minhas filhas para as de vocês...


Sabe aquelas revistas com bonequinhas e roupinhas de papel que você brincava quando era pequena (se você tem mais de 30 anos, certamente conhece...)? As primeiras eram de papel, bem simples, e você precisava recortá-las. Depois vinham com picote para destacar, depois com adesivos... Até com ímãs já fizeram. Agora você (e suas filhas...) precisam conhecer a versão virtual no site Stardoll http://www.stardoll.com. Foi a Bia, minha filha, que me mostrou (dica da Gigi!). Pensa que é qualquer bonequinha? Não, você escolhe qual celebridade quer vestir. Tem da Ashley Tisdale, do High School Musical, à rainha da Inglaterra (mesmo!). E tem meninos também. O Daniel Radcliffe (o Harry Potter) está lá. E o Ronaldinho (sim, o do futebol), também. Além de todas essas celebridades, sua filha pode fazer uma boneca dela mesma. E tem ainda vários clubes (comunidades) para ela se inscrever. No site eles colocam que é incicado para crianças de 7 a adolescentes de 17. Mas, junto com você, elas podem se divertir antes disso... Para terminar: é gratuito e em português. Divirtam-se!

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 10/08/2007
Como salvar o mundo
Nesse último texto (último aqui nessa semana, mas vcs podem visitar meu blog Pairock) decidi abordar um assunto mais amplo do que as minhas experiências como pai.
Quero comentar um pouco uma pergunta que deve fazer parte da vida de milhares de pessoas: por que ter um filho? Mas nem penso em entrar no papo cabeça dos assuntos antropológicos, de que instintivamente nós queremos a preservação da espécie, perpetuar nossos genes, essas coisas todas... aqui a coisa será mais prática mesmo.
Vale a pena ter filho? Num mundo violento... que está no limite de suas riquezas naturais... num mundo competitivo, no qual alguns valores não significam mais nada... que engole que pára pra pensar no próximo... num mundo preconceituoso, até certo ponto, burro... Eu digo:
Vale sim! Vale muito a pena...
Mas por que??
Bom a resposta não é assim tão simples. Primeiro, acho legal entender o teor dessa resposta. Ela foge a qualquer sentimento egoísta que se possa ter. Não é por causa dos "Momentos Mastercard" que os filhos nos proporcionam. Nem pela satisfação pessoal em educar outro ser. Muito menos pelo orgulho das coisas que aquele pedacinho de você aprendeu a fazer. Coisas que os pais se lembram do dia em que aprenderam. Não por nada disso.
Eu acredito que a ÚNICA maneira da gente salvar esse mundo é ter filhos. Apenas com uma geração mais consciente de seu papel nesse planeta, mais inteligente, menos gananciosa, que ajude a formar opinião sobre seu papel na reconstrução da Terra, poderemos continuar a habitar esse ecossistema.
Eu acredito que, com a velocidade que o fluxo de informação no mundo atingiu nos últimos anos, podemos ter uma chance. Os problemas são divulgados com muito mais agilidade do que há algumas décadas. E, conseqüentemente, as soluções também ganham espaço rapidamente. O que falta é uma galera que leve isso realmente a sério.
Poucos na minha geração levam a sério questões como o crescimento da violência, do preconceito, dos problemas ambientais. Há ações já em vigor tentando mudar o rumo da Terra. Mas essa molecada que nasce com a Internet e os meios de comunicação "na veia" poderá fazer a diferença efetivamente.
O papel que as gerações futuras ganharam do destino é esse: ajudar a salvar o mundo. A minha geração e as anteriores acharam que a Terra nunca "abriria o bico" e certas coisas foram deixadas mesmo de lado por nós, salvo alguns poucos que tinham "consciência". Portanto, cabe a nós educar nossos herdeiros a receber essa tarefa como se fosse parte de sua existência aqui. Não um "algo a mais", mas sim aquilo que é primordial.
Ter filho, para mim é isso: a única maneira de salvar o mundo.




(Luís Fernando Ramos)
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Escrito por Redação Crescer - 09/08/2007

Hoje ainda é dia de rock
O rock'n roll faz parte de da minha vida desde que eu me conheço por gente. Meu pai é rock'n roll. Minha mãe é rock'n roll. Sou guitarrista de... rock'n roll. E, por conseqüência, sou um pai... rock'n roll.

Por isso, quando o Tomás estava na barriga da Bia, eu e ela preparamos um CD com as canções dos artistas que a gente gosta. Como seria executado como trilha sonora do parto, optamos por algo beeeeem calmo, com basicamente músicas que traziam violão e instrumentos acústicos.

Tinha muuuito Beatles, tinha The Who (minha banda favorita e a do Tom também), tinha Tom Petty, tinha umas coisas novas de Foo Fighters e Green Day, que a Bia gosta, tudo com violão. Uma coletânea com 22 músicas para o momento do nascimento. E na ProMatre, onde o Tomás nasceu, já tinha um aparelho de som para essa prática.

O Tomás nasceu no momento em que rolava "In my life", dos Beatles. Foi demais, pois essa música já tinha sido executada no nosso casamento, que foi um casamento... rock'n roll. "There are places i'll remember. All my life though some have changed. Some forever not for better. Some have gone and some remain. All these places have their moments. With lovers and friends I still can recall. Some are dead and some are living. In my life I've loved them all".

Em casa, na hora das mamadas e na hora do banho, a música sempre estava presente. Aí, a Bia introduziu Palavra Cantada, Adriana Partimpim, A Arca de Noé 1 e 2, Saltimbancos, Casa de Brinquedo, entre outros. O que eu não conhecia, fiquei fã imediatamente. Mas a gente continuava escutando as coisas normais da casa, que era uma casa... rock'n roll.


O Tomás adorava as coisas mais pesadinhas que eu gosto. Ele curtiu muito The Darkness, Jet, Beatles e... THE WHO. Bom, não demorou muito e o vovô Geraldo deu uma bateria de presente para ele. Na mesma época, ele começou a guardar e falar o nome das pessoas. Por isso, Ringo e Keith Moon foram os nomes que ele aprendeu rapidinho. Eram bateras e tocavam o instrumento que ele tocava.

O Tomás tocava tanta bateria que ele furou a pele dos tambores. Um orgulho pro papai. Hehehehehehe! O prato da bateria ficou todinho amassado, tamanha a força da pegada. Detalhe: as baquetas eram hashi... os palitinhos típicos da gastronomia oriental. Hehehehehe!

Mas ele tinha guitarra também. E microfone. Quando ele pegava a guitarra, era o Pete (Townshend), guitarrista do Who. Com o microfone, era o Roger (Daltrey), vocalista.

A relação dele com The Who é um barato. Ele adora My Generation. Um dia, um colega meu que eu não via há séculos nos encontrou em uma festa. Ele foi trocar uma idéia com o Tomás e perguntou se ele gostava de The Who como seu pai. "Sim, gosto!", respondeu. "Qual sua música favorita?", indagou meu amigo. "My Generation... eles quebram tudo no final da música. Mas a gente só pode fingir que quebra... eles tinham muito dinheiro, por isso quebravam tudo". Fiquei nas nuvens e meu amigo de queixo caído.

O Tomás é super musical. Freqüenta shows desde a época das fraldas. Já trocamos uma inclusive atrás do palco, em cima de um road-case num show do Frejat em um shopping. Vimos umas 4 ou 5 vezes o show "Pé-com-pé" do Palavra Cantada. Fizemos fotos com a Sandra e o Paulo, embora ele tenha ficado com vergonha.

A música faz parte da sua vida, como faz parte da minha. Ele curte muito brincar de ser músico. Acho isso importante e deixo rolar. Não tenho viagens de que ele efetivamente tocará um instrumento musical no futuro. Seria como achar que ele será o Homem-Aranha ou Superman quando adulto. Por enquanto é brincadeira. Mas se virar sério... vixi! Melhor nem imaginar por enquanto.

(Luís Fernando Ramos)
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Escrito por Redação Crescer - 08/08/2007
O segundo filho
O Tomás foi programado 100%. A Bia tem problema de ovário e seu ciclo menstrual é meio maluquete. Meio não, fui bondoso... É completamente maluquete. Por isso, tivemos a ajuda de nosso amigo Clomide.
A Bia tomou esse negócio que deu uma reguladinha em seus hormônios e "bimba", na primeira tentativa, conseguimos engravidar.
Aí o Tom cresceu e surgiu a idéia do segundo baby. Na verdade, o segundo baby sempre esteve na pauta, mas a escolha do momento correto se deu quando o Tomás fez 3 anos. Era a hora que a gente julgava ser a correta. E começamos a tentar, por sugestão do médico da Bia, os métodos naturais. Sem Clomide esta vez.
Mas o ciclo da Bia continuava maluquete. Séculos sem menstruar... coisa que eu e a mulher-maravilha acabamos nos acostumando.
Aí eu mudei de emprego. E por uma decisão em conjunto, decidimos suspender o projeto baby, pois seria melhor eu me firmar no novo trampo e tudo mais. Sem menstruar há quase uma década (exagero mesmo, ta!), a Bia já tinha um procedimento básico para voltar ao "normal". Era fazer um teste de gravidez para certificar que se tratava de uma "não-ovulação", ou seja, era ver o teste negativo, ligar pro médico, pegar receita, tomar remédio... voltar ao normal. Simples assim...
Mas a gente não contava que os dois tracinhos apareceriam naquele teste mequetrefezinho (daqueles que custam R$10). A Bia estava grávida. Ih! Repensa, pensa, repensa... "Vamos fazer outro teste! Para ter certeza", propus! A Bia aceitou. Nessa hora estávamos de saída para a festinha de um amiguinho do Tomás, o João Tanaka.
Fomos para a festa, ainda anestesiados pela (meia) confirmação da gravidez do segundo baby. Na saída da festa, passamos na farmácia e compramos aqueles testes de R$ 40, uma fortuna para esguichar o xixizinho. Hehehehehe! E, claro, deu positivo.
Estávamos grávidos novamente. Uau! Quanta coisa vem na cabeça. Mas a mais bacana delas era como contar pro Tom. Como faríamos? O que diríamos? Qual seria a sua reação?
Escolhemos, após o primeiro ultrassom, aquele para ver o batimento cardíaco e a fixação na parede uterina, uma super padaria que a gente adora, pertinho de casa. Um lugar legal, com um muffin de banana que o Tomás adora. Ali seria o cenário para a gente dar a notícia pro Tom.
É bom ressaltar que o Tomás é um dos poucos alunos da classe dele que ainda não tinha irmãozinho. Então esse era um papo super freqüente na roda diária de conversas na escolinha.
Quando contamos a ele, foi um barato. Ele simplesmente pirou. A felicidade estava estampada em sua cara. Ele começou a dizer em uma ultra-velocidade toooodas as informações que ele tinha a respeito de um irmãozinho (ou irmãzinha). Eu tenho isso filmado... hohohohoho! Vou colocar no YouTube e depois passo o link aqui.
A verdade é que o Tomás está super feliz com a chegada do Bernardo. Ele é todo chamego com a Bia. Faz carinho na barriga, pergunta em que posição o Bernardo está, fica feliz com o quartinho dele sendo preparado. Todas as suas roupas que não servem mais, ele quer deixar pro Be.
Tenho certeza que haverá ciúmes, principalmente quando o Tomás perceber a divisão de atenção que terá por parte da Bia no início. Mas essa reação toda dele foi super positiva e me deixa mais tranqüilo com o que enfrentaremos pela frente. Vai ser demais! Setembro está aí. E com ele, a chegada do Bernardo.

(Luís Fernando Ramos)
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Escrito por Redação Crescer - 07/08/2007
Comer Comer
O Tomás mamou bastante. Ele ganhou peso de uma maneira bastante rápida nos primeiros dias. A Bia acertou o posicionamento do Tom nas mamadas e tudo correu tranqüilamente.
Quando a Bia voltou a trabalhar, eu tirei um mês de férias e fiquei com o Tom direto, para atrasar mais sua ida para o berçário. Com isso, a pediatra optou por intercalar as mamadas dele com a introdução de alimentação (sopinhas e frutinhas amassadas ou raspadas e sucos), para que ele não sentisse tanto o fato de ir para a escolinha.
Aí eu entrei com meu lado chef. Hehehehehe! Eu preparava as papinhas deles, seguindo receitas bastante simples e básicas. Primeiramente eu sempre escolhia uma base de legume, que daria o nome à sopinha. A de cenoura levaria mais cenoura, a de beterraba, mais beterraba, e assim sucessivamente... dessa maneira, a gente conseguiria identificar o que o moleque iria comer. Por recomendação da pediatra, toda sopinha deveria ter legumes variados, vegetais folhudos, grãos (feijão, lentilha, etc), arroz e uma proteína (carne ou frango).
Com mais cenoura, a sopinha ficaria mais alaranjada. Com beterraba, a papinha ganhava uma cor esquisitíssima, que me fez batizá-la de "Sopa radioativa". Hehehehehe! O Tomás amava todas elas. Ele não demonstrava predileção por nenhuma. Simplesmente a gente colocava na frente e o moleque traçava sem frescura.
A sopa nunca era batida, mas sim peneirada, para manter suas fibras e ter aquela textura bacana dos legumes. Não era legal fazer um creme, mas sim uma papinha mesmo. Dava um trabalho danado, mas compensava a cada colherada que o Tom mandava.
Na escolinha, a alimentação sempre foi uma coisa de grande importância. Lá, ele passou a almoçar e jantar. O cardápio era passado para os pais semanalmente e trazia sempre uma grande variedade de alimentos. Carne, frango, legumes de vários tipos, verduras, sopas, frutas. O Tomás experimentava de tudo e a gente sempre incentivava oferecendo coisas novas e diferentes em casa. Algumas ele recusava, mas bastava eu usar o argumento "Tom, o papai já te colocou em roubada?" para ele, ao menos experimentar.
Hoje em dia, o Tomás dá um show quando senta à mesa. Não pelo comportamento, que ainda é muitas vezes disperso, mas sim pelo que ele come. Ele adora a salada de pepino, cenoura, tomate, abóbora, brócolis (sim, ele é um garoto brócolis), entre outros. Um dia a gente disse: "Tomás, chega de salada, come o arroz com feijão agora" Hehehehehehe! Frutas ele come todas as que a gente oferece inclusive figo, kiwi, etc, mas a favorita é a banana mesmo. O macaquinho mata todo dia uma banana de café da manhã.
Esse gosto variado gera algumas histórias engraçadas. O Tomás sempre escolhe coisas diferentes dentre as várias opções que são oferecidas a ele. Por exemplo: minha mãe, a vovó Paula, foi dar um passeio com ele. Quando foram tomar um suco, as opções eram: laranja, maracujá, uva e goiaba. Ele foi de goiaba. Minha mãe estranhou: "Tem certeza, Tom? Goiaba?" E ele bateu o pé: "Sim, quero suco de goiaba".
Mas essa veia natureba não significa que ele não passeie pelos doces. Ah, o chocolate! Essa é sua perdição. A ponto de, espontaneamente, declarar "Eu AMO chocolate!". Tudo o que vai chocolate o atrai. Bolo, bombom, chocolate em barra, ovo de Páscoa, etc. Ele adora. E come sim chocolate. Claro.
O chocolate (e doces de uma maneira em geral) para ele é um prêmio e ele encara sempre assim. Já chegou até a recusar bombom na escola, pois era dia de semana e a gente tinha combinado que chocolate rola apenas aos finais de semana. Hehehehehehehehehe!
Além disso, com sua boa alimentação, um chocolatinho de sobremesa de vez em quando não faz mal mesmo. Tudo com equilíbrio sempre faz bem. Embora, nem sempre o Tomás consiga fazer com que seus pais tenham equilíbrio na alimentação. Meu tipo físico já chama sua atenção. "Papai, vc é gordo!". Sim, sou. Mas isso a gente um dia conseguirá, digamos, equilibrar. Um dia....

(Luís Fernando Ramos)
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Escrito por Redação Crescer - 07/08/2007
Semente = vida

Semente, para mim, significa uma nova vida. Em casa, tudo que plantamos (eu, minha mãe e minha avó) ganhou vida, ou “vingou”, como minha avó costuma dizer. No entanto, nunca plantei uma árvore. Acredito que a maioria das pessoas que vivam em grandes metrópoles, como São Paulo, nunca tiveram esta oportunidade. Em Martinópolis, município a 553 km de São Paulo, não por vontade, mas por obrigação, todos os pais precisam plantar uma árvore para cada filho que nascer. Mesmo sendo lei, vejo muitos motivos para comemoração.

1- Seu filho vai nascer num mundo mais verde, com mais vida
2- Você poderá levá-lo ao parque e mostrar que aquela árvore foi plantada para ele, tem o seu nome e o mesmo tempo de vida.
3- E os filhos dos seus filhos poderão levar a lição adiante.

Talvez eu esteja esperando um filho para plantar minha primeira semente.

(Thais Lazzeri)
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Escrito por Redação Crescer - 07/08/2007
Você pode ser o nosso
Convidado da Semana


Você gostaria de escrever aqui no blog Mundo Crescer? Então entre no link http://editora.globo.com/pesquisas/pesquisa_crescer_030807.htm e responda à pergunta: O que você publicaria no blog de Crescer? A leitora que fizer o comentário mais criativo vai participar da seção Convidado da Semana no final de agosto.

(Paula Perim)
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Escrito por Redação Crescer - 06/08/2007
Os 50 melhores brinquedos do ano....
aguardem...


Estamos fazendo, aqui na Crescer, o segundo ranking de brinquedos. A idéia é dar os melhores lançamentos. Mas como saber do que as crianças gostam mais? Só dá para responder brincando mesmo. Eu, na companhia das produtoras Maite Lamarco e Fátima Santos, passamos alguns dias brincando com várias crianças, mais da 40, na verdade. Foi bom ser observadora e integrante desses dias em que nos dedicamos a descobrir os brinquedos preferidos dos pequenos.
Feita a pré-seleção, um time de consultores e outro de Crescer finalizaram a lista. Depois de inúmeras tentativas, erros e acertos, os 50 melhores foram selecionados. Por que dar essa lista? Por vários motivos. Um dos principais é porque os pais não têm obrigação de saber qual o brinquedo favorito do filho olhando para uma prateleira recheada de lançamentos. Nem descobrir se são seguros o suficiente, pesados demais, se a proposta do brinquedo é legal ou ainda se propõe desafios. Nós já fizemos essa parte. Não perca a lista completa na edição de setembro da revista Crescer.
Aprendi brincando a mexer e colocar para funcionar dezenas de brinquedos. Percebi na prática o que a teoria já tinha revelado: não adianta dar o brinquedo – a gente precisa, muitas vezes, ensinar a criança a brincar. E a gente brinca durante a vida inteira...

(Thais Lazzeri)
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Escrito por Redação Crescer - 06/08/2007
Insegurança e capacidade de adaptação
Olá a todos! Nessa semana vou escrever aqui para vocês. Vou relatar experiências minhas. Sou pai há quase quatro anos. Bom, se contar a gestação dá mais de quatro. A verdade é que a gente vira pai quando os tracinhos aparecem nas duas janelinhas do teste de gravidez.
O Tomás, meu filho, é o que eu chamo de mistura total das minhas qualidades (e defeitos, por que não?) com as qualidades e (poucos) defeitos da Bia, minha mulher-maravilha. Mas o mais legal na personalidade do Tom é sua imensa capacidade de adaptação. E é sobre isso que eu queria falar nesse primeiro texto.
O choque de trazer uma criança para casa direto da maternidade é grande demais. E o Tom era muuuito minúsculo. Nasceu com 2,6 quilos. A fragilidade daquele corpinho assusta, mas o lance é "pegar firme" (no sentido poético e no real) e comandar as ações.
Desde o início, eu e a Bia decidimos que qualquer assunto relativo ao Tom seria resolvido por nós dois. Lógico, seria muito complicado eu dar de mamar pra ele (hehehehe), mas estaria junto, sempre que possível para evitar que o moleque pegasse no sono ou mesmo "enganasse" a Bia com as chamadas "chupetadas", que é quando o bebê deixa de mamar para ficar apenas se deliciando com o prazer que a sucção traz a ele. Foi assim que sempre fizemos: tomamos decisões por consenso, sempre buscando a melhor alternativa.
No primeiro dia do Tomás em casa, ele deu aquela chorada campeã. Aquelas fortes mesmo e que assustam. Instintivamente, eu e a Bia sacamos que era insegurança dele. Quer dizer... instintivamente depois da gente checar se era cocô, cólica, xixi, frio, calor... a gente tinha definido uma espécie de checklist das coisas que poderiam fazer o moleque chorar e chorar e chorar. Mas tratava-se mesmo de um choro de insegurança dele. E as instruções para esses casos eram simples: banho morno e muita firmeza.
Fizemos isso. Banheira com água morna deliciosa, nós colocamos o molequinho lá dentro, segurando seus bracinhos firmemente sempre falando com um tom tranqüilo, mas muito seguro. Ah. Importantíssimo foi o fundo musical desse momento. Vou falar muito disso aqui, se preparem. Hehehehehe.
Bom, com o banho, a música, nossas vozes acalmando, o choro foi embora. Além disso, desistimos de deixá-lo no berço, que parecia muito frio e grande, para usar o carrinho, que era menor, mais aconchegante e quente. Foi perfeito.
Nesse primeiro dia, eu acredito, nós mostramos ao Tom que ele estaria sempre amparado. Que ali ninguém iria chorar quando ele chorasse. Que ali ele teria comando, segurança. E que ele teria que se adaptar às incontáveis mudanças que aconteceriam em sua vida. Para "ir no popular", mostramos quem é que mandava na parada e como ela funcionaria.
Coincidência ou não, o Tom é um moleque que teve pouquíssimas cólicas. Nunca chorou a ponto de perder o fôlego ou deixar a gente desesperados. Na verdade, ele nunca teve problemas para "passar de fase". Ele começou a dormir no berço alguns meses depois como se sempre tivesse dormido lá. Ele desmamou tranqüilamente e começou a comer da mesma maneira. Ele entrou na escola e quando teve que dormir na vovó, foi sempre na boa.
Tenho certeza que a independência do Tomás foi construída naquele primeiro dia em casa. Ali, inconscientemente, o Tomás sacou que o mundo traria para ele um novo desafio a cada instante. Mas que ele sempre teria em quem se apoiar e com quem contar. Foi ali que as coisas ficaram mais fáceis. Para ele... e para a gente.

(Luís Fernando Ramos)
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  Paula Perim é editora-chefe da CRESCER, onde trabalha há 7 anos . É mãe da Júlia, 10 anos, e da Beatriz, 9.

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