Sabe o que é melhor que decoração? Sorvete e bolo? E os docinhos? É o aniversariante. A Ana-nanica, minha sobrinha que acabou de completar 1 ano, foi a atração da festa. E não só porque ela era a aniversariante... Vejam que fofa! Ela se vestiu de Tasha e Uniqua, dos Backyardigans
No próximo domingo, dia 7, às 15h, será o lançamento do livro Contos do Quintal, uma coletânea com 15 histórias infantis que publicamos nos últimos tempos no Quintal -- um caderno da revista Crescer com coisas para os pais lerem e fazerem junto com os filhos. Será na Livraria da Vila, em São Paulo. A Cristiane Rogerio, responsável pelo Quintal e pelo Ler pra Crescer, conta tudo em seu blog! Esperamos você lá... E leve seus filhos -- teremos contadores de histórias!
Tempos de realidade (demais) Ontem eu estava contando ao Renato, editor de arte da Crescer, que, quando criança, eu tinha uma gaveta do meu guarda-roupa onde moravam minhas fofoletes e meus playmobills. Era uma gaveta grande, claro, mas eu também colocava nela uma mobília de casa inteira: cama com criado-mudo, escrivaninha, jogo de sofá, mesa de jantar e cadeiras. Tudo pequenininho. Uma gaveta que era uma casa. Eu nunca tive nada maior, daquelas casas de bonecas que toda a criança sonha. Muito menos aquelas casas de madeira que se tem no quintal, onde a criança pode entrar e tudo. Mas aquele ali era o tamanho suficiente para a minha metáfora. A metáfora de uma casa, de uma família, com casais (as fofoletes namoravam e casavam-se com os playmobills), com suas discussões diárias, com seus almoços em grupo, com seus entra-e-sai. Ali eu desenvolvia minha metáfora do que seria uma vida inteira, no limite de criança, na necessidade de criança. Não precisava mais realidade do que aquilo. Sempre me lembro também de minha Bebezinho, um bebê da Estrela que hoje tem outro nome. Até hoje acho a boneca bebê mais linda. Ela não é a cara de um bebê. Ela lembra um bebê. Mas a cara é de boneca. Como a Barbie que, por mais que haja mulheres querendo parecer-se com ela, é uma boneca, com cabelo desproporcional ao corpo, sorriso fixo e pernas compridíssimas. Não precisava mais realidade do que aquilo. Eu já tinha muito medo de uns bonecos bebês que lançaram após a minha infância ter terminado. Achava horrível, jamais quis comprar um para as minhas sobrinhas. Hoje lendo a coluna do Marcelo Coelho na Folha de S. Paulo, entendi o porquê. Ele refere-se a uma exposição em um shopping de São Paulo que mostra aos paulistas a arte dos “bebês reborn”. São um estouro nos Estados Unidos e Inglaterra e trata-se de uma imitação perfeita de um recém-nascido. E mais: há a possibilidade de se fazer um igualzinho ao seu bebê ou, pasmem: igualzinho a você, quando era criança. Ele conta: “Eu, pelo menos, fico arrepiado. A perfeição técnica dos bonecos, como nas estátuas de cera, não me provoca aquele espanto de quem se aproxima e diz: "Parece que estão vivos!". Mas sim o contrário: "Parece que estão mortos"." É isso que me arrepia! Muita realidade dá nisso. É claro que pode ser só coisa minha mesmo. Só um medinho à toa. Mas daqui a pouco a gente não vai fantasiar mais nada. E, pode acontecer o pior: com tanto sucesso da indústria da cirurgia plástica, os monstros, aqueles que a nossa fantasia e metáforas inventa, podem um dia se tornar reais.
Sabe aquela brincadeira de fazer quicar a pedrinha na água? Aprendi com meu avô. Minha pedrinha não quicava mais de 3 vezes. A do meu avô saltava oito vezes. Diversão para uns, esporte para outros. O americano Russa Byars bateu o recorde mundial de “arremesso de pedrinha”. A dela quicou 51 vezes na água sem afundar. Ele disse que começou a “treinar’ ainda menino, com seu cachorro. E é nessa idade mesmo que alguém nos ensina como fazer. Passe a diante!
Olha só o que um bom design não faz por uma peça! O Splash Bottle Rack é um escorredor de mamadeiras que você não vai ter vergonha de deixar sobre a pia de sua cozinha estilosa. Por ser circular, ocupa menos espaço que os escorredores retangulares tradicionais. Melhor ainda: a escova de mamadeiras está incorporada ao projeto (eu nunca soube onde guardar a dita cuja). Fiquem de olho porque a previsão de venda é para meados de setembro, ou seja, a qualquer momento.
Cheguei há pouco (ainda era dia 27) da pré-estréia do filme High School Musical 2 . Se você tem filhos entre 4 e 14 anos de idade, certamente sabe do que estou falando... O evento no Via Funchal, em São Paulo, foi muito bacana. Teve de tudo. Show ao vivo com as versões em português de duas músicas do filme, uma delas com participação do ator Thiago Fragoso. Contagem regressiva para o início da exibição feita pela dupla Fabiola e Rafael, apresentadores do Zapping Zone (programa do Disney Channel). Muita gritaria e muita torcida nas cenas mais marcantes -- especialmente no tão esperado (e já divulgado) beijo do casalzinho Troy e Gabriella. E milhões de bolinhas de sabão no final, com um show "cover" da última música. Foi mesmo uma grande estréia. Ouso dizer que as crianças gostaram ainda mais desta seqüência do que do primeiro filme. E olha que isso parecia impossível! Enfim, a estréia no Disney Channel será dia 7 de outubro, às 20h. Mas não se preocupe, seu filho certamente já sabe disso... Aqui em casa a Júlia e a Bia não falam em outra coisa!
Hoje tem brigadeiro e pipoca no lançamento da coleção infantil de Isabela Capeto para a Petit Retrô, de Luciana Schiller. Agora mamães e filhinhas podem compartilhar o amor pela estilista através de suas roupas. Eu adoooro, a Denise Brandt até criou uma bonequinha de papel minha vestindo as roupas de Isabela. :-)
Os tecidos e materiais vieram de antigas coleções de Isabela. Luciana cuidou dos desenhos, da modelagem e de transformar aquele acervo divertido em pequenas obras de arte de vestir. Modelo pronto, Isabela arremata. Borda, cola, aplica, enfeita. O resultado pode ser visto nesses lindos croquis. Imagine sua filhota vestindo, não é de gritar? pena que eu tenho menino, e não menina...
O lançamento começa a partir das 11 horas na R. da Consolação, 3358, em São Paulo, mas a partir de 01 de Outubro estará na R. Wizard, 273 casa 2, na loja da Petit Retrô.
Que toda mãe considera seu filho um artista não é novidade. A novidade está em carregá-la consigo como a jóia que ela realmente é. A artista plástica Lee Skalkos pega o desenho do seu filhote e o recria em um lindo broche de prata. Uma bela maneira de preservar para a posteridade as reinações do seu pequerrucho.
Genial! Quantas vezes eu não desejei um produto como esse mix de sacola e tapete chamado Premaxx Baxx. Aberto, ele tem 1 metro de diâmetro, mais do que suficiente para seu filhinho brincar e tomar sol, ou mesmo para você se sentar confortavelmente em um passeio no parque. Sem contar que recolher o acampamento é tão simples quanto puxar uma cordinha. O tecido externo é impermeável, a face interna é acolchoada e ele pode ser lavado na lavadora de roupas. Tão simples e perfeito que a gente se surpreende de não estar na lista básica de toda mãe moderna.
Procurando idéias para a decoração de um chá de bebê? Que tal um bolo, inteiramente feito de fraldas descartáveis? O da foto é gringo, mas tenho certeza de que mãos habilidosas podem atingir o mesmo resultado.
Adoro design inteligente, desses que não só são bonitos e funcionais, mas resolvem problemas do dia-a-dia de forma inusitada. Um belo exemplo disso é o Kaboost, um calço portátil que eleva a altura das cadeiras da sua casa. Feito em plástico e em três cores diferentes, ele se adapta a maioria dos modelos de quatro pernas, sejam elas redondas ou retangulares. Perfeito para aquela idade em que eles não querem mais se sentar no cadeirão, mas ainda não tem altura para se juntar aos adultos durante a refeição.
Ainda não está à venda no Brasil, mas quem sabe agora alguma loja se anima e importa a novidade. Anote o link da loja: www.kaboost.com
Uma amiga ficou assustada com o que escrevi essa semana aqui no blog. Outra disse que deu gargalhada. Acho que ser mãe é mais ou menos uma mistura de tragédia com comédia. A grande vantagem é que, quando a gente olha para trás, dá boas risadas do que passou. Eu já ando rindo bastante.
Tchau e até a próxima! Vou continuar comentando e dando meus pitacos por aqui!!
Sempre que me diziam que o tempo passa correndo quando temos um bebezinho em casa, eu acreditava. Afinal de contas, quem já teve filhos já experimentou quase todas experiências de quem está no primeiro herdeiro. (Quase todas, porque criança não se compara. Nem na beleza, inteligência ou saúde. Cada uma vem de um jeitinho só seu pra cá.) Toda vez que me alertavam sobre o tempo que corre, sempre achei por bem acreditar.
Na prática, comprovei que é verdade. A mais pura verdade. Antes de eu começar a escrever no blog da CRESCER, a Mari ainda engatinhava de forma muito tímida. Parecia gostar mais de ficar de pé e ensaiando uns passos com nossa ajuda do que se arrastar pelo chão.
Eis que, passados uns três dias, tive uma surpresa: aquela pequerrucha que não se locomovia sozinha agora anda pela casa toda. Ou melhor, ‘bunda’. Por algum motivo, ela achou mais confortável usar uma das perninhas como tração em vez de andar ajoelhada, como normalmente acontece.
Quando ela sai por aí, bundando a mil por hora, paro e fico olhando pra minha guriazinha. No meu relógio interno, foi literalmente ontem que voltei da maternidade com um pacotinho dorminhoco me perguntando O QUE EU FAÇO AGORA?? ONDE FORAM PARAR AS BERÇARISTAS E AS ENFERMEIRAS 24 HORAS?
Pois é. O tempo passou. Mais rápido do que eu tinha pensado que ia passar. Mas não tem problema algum. Cada novo dia (com noite mal dormida ou não), há uma série de novas descobertas para fazermos juntas.
Quando me dei conta, levei um susto. Não podia ser verdade. Um bebezinho que não tinha completado nem cinco meses estava me ensinando coisas. Como assim?
Mas aconteceu. Minha bebê-amada regurgitava muito. Mas muito mesmo. Desde pequena. Eu chegava a trocar a minha roupa (camiseta, bermuda, tudo) umas cinco vezes por dia de tanto que me sujava. Antes de ela completar dois meses, descobri que o que a fazia regurgitar era o café descafeinado que eu tomava diariamente e chocolate (que comia eventualmente, é verdade). Assim que aboli o café descafeinado, melhorou.
Melhorou mas não solucionou. Ela continuou regurgitando. Eu, mãe de primeira viagem, ficava sempre muito preocupada. Alguns sites e leituras me ajudaram. Para quem ainda não conhece, vale visitar o site da Amigas do Peito e seus depoimentos. Também me ajudaram, claro, os conselhos que recebi. Todos me diziam para eu não dar bola. Era normal. Coisa de bebê comilão. Mas ela não era gordinha. Estava no peso certo, mas não era da faixa estatística das gordinhas. Era da faixa dos 5% de mais magras. Ai, coração desesperado de mãe.
Lá pelas tantas, a pediatra (ela é ótima!) propôs de introduzirmos um remédio para refluxo gastroesofágico - a doença que adultos também têm. Em bebês, o exame que diagnostica o refluxo é invasivo, requer internação hospitalar. A melhor forma de diagnosticar e tratar é dar remédio por um ano. Um ano!!! Um ano inteirinho!!!
Cheguei a comprar o Motilium. Mas meu marido e eu lemos a bula e decidimos não dar. Pais de primeira viagem. Somos assim... Cheios de medos do parágrafo "efeitos colaterais". A médica consentiu e disse: quando ela começar a sentar e comer comidinhas sólidas vai passar.
O tempo passou e nada. Continuava regurgitando. E eu trocando de roupa a cada mamada. Mas por quê? Aí, parei para observar e percebi: ela regurgitava comigo. Com a babá e com o meu marido, raramente ela devolvia o que comia. Mas comigo era um festival. Chegavam a ser umas oito vezes por dia...
Como não queria dar o remédio, comecei a achar que ela estava, de alguma forma, querendo me dizer alguma coisa. Aí, passei a dar mais atenção a ela. Parei de trabalhar em casa quando ela estava acordada (coisa que fazia a partir das 7h da manhã até a hora de ir para o trabalho) e à noite. Comecei a brincar mais, curtir mais, relaxar mais.
E o refluxo? Que refluxo? Acabaram os refluxos e as trocas de roupa. Gente, a Mari só queria minha atenção! Ela não precisava de remédios. Olha o ensinamento que essa pequerrucha ficou meses tentando me dizer e eu, burralda, não compreendia!!!
Hoje, amamento sem a parafernália de fraldas e paninhos e roupa-de-andar-em-casa que eu tinha de usar e lembro: essa baixinha me ensinou!
Não é por não ter jardim, que não precisas de jardineiro
Todo mundo ri quando eu falo. Mas se estivéssemos em 2006, e a Marianna ainda esperasse a hora de vir ao mundo, eu teria contratado jardineiro, governanta, babá, cozinheira, passadeira, motorista e alguns outros empregados. É verdade que não tenho jardim e que tanta gente no meu “apertamento” provocaria o maior congestionamento humano já visto no planeta. Mas não tem problema.
Como me sentia muito bem (horas antes de a Mari nascer, fui ao cinema, subi as escadarias do metrô, etc.), achava que eu ficaria muito bem depois do parto. Em outras palavras: tinha a insana pretensão de lavar roupinhas, passear, cozinhar (o que eu gosto bastante) dias depois do parto. Ledo engano. Ledíssimo engano. Além da falta de informação que eu estava falando em outro post, sofri um pouco da “arrogância da boa saúde”. Pelo menos é assim que defino a minha crença de que estaria lépida e faceira depois da cirurgia, assim como estava poucas horas antes dela.
Ai, ai, ai...
Bom, talvez se eu tivesse lido com mais atenção a parte do puerpério do livro O Que Esperar Quando Você Está Esperando, não teria passado tanto trabalho. Confesso que li esse livro todinho mais de uma vez durante as 39,5 semanas de gestação. Mas quando chegou no derradeiro capítulo sobre o pós-parto, travei. E acabei perdendo a oportunidade de me convencer que deveria ficar bem quietinha depois da cirurgia, como diziam meu marido e minha família tooooooooda. (Pra saber mais sobre o livro, que precisa de pouca adaptação à realidade brasileira, vale a pena ler essa reportagem da revista Época.
Tem uma outra coisa que vale muuuuito a pena para pai e mãe fazerem antes de o bebê nascer: curso de gestante. Digo pai e mãe, porque os dois precisam entender o que fazer com aquele pacotinho assim que a trupe de enfermerias, berçaristas, médicos e cirurgiões cisma em permanecer no hospital em vez de se mudar pra casa da gente. Há vários cursos pagos. E há cursos gratuitos também. Um gratuito bem completo é o do São Camilo, na cidade de São Paulo, onde a Marianna nasceu. Nessa página do site da revista Crescer, há uma lista bem completa. Se não tiver referência para a sua cidade, ligue para as maternidades da região. A maior parte dos hospitais tem cursos para futuros papais e mamães. Alguns saem de graça quando a gestante já definiu que o parto será naquele estabelecimento. É de se informar.
Já se imaginou fazendo este pedido? Sim, você pode responder. Mas nunca imaginou que se tratava das desejadas batatas-fritas. A versão light , de maçã, é da marca rede de fast-food Burger King. Trocaram-se as batatas por maçãs, que são servidas no mesmo formato das batatas. Ficou confuso? Pois bem. Alguns pais pensam em aproveitar essa onda “natural” para dar alimentos mais nutritivos para as crianças. Será que esse é o melhor jeito de educar? O que você acha?
Foi logo depois que me tornei mãe que descobri. As pessoas nunca falam a verdade para uma grávida. Eu me refiro à verdade nua e crua. Aquela verdade que só de ouvir já começa a doer. Pois é. Se eu soubesse de várias coisas pela boca das pessoas (com o tom de realidade que os manuais não conseguem trazer), teria sido um pouco mais fácil. Foi, na prática, que descobri que uma das piores situações pelas quais a mãe vive assim que o nenê nasce é uma das piores coisas que podem ser exigidas de qualquer ser humano. A privação de sono. Claro, claro. Devem ter dito pra você dormir sempre que o nenê dorme. Pra mim também. Mas e a que horas a mãe come, ou toma banho, ou resolve as coisas por telefone, ou vê TV?
Depois de semanas, acabei entendendo que não tinha jeito. Que eu não ia conseguir dormir tudo o que queria. E aí resolvi a questão. Faria poucas coisas por dia. Num soninho da Mari, eu tomava banho e comia. No outro, dava meus telefonemas ou ia na padaria. No outro, dormia. No outro..... Bom, aí já era outro dia. E começava tudo de novo.
Parece horrível contando assim, não é?! Mas não é. Acreditem. Eu faria tudo de novo. E não, não, não. Não sou do tipo que gosta de entrar em fila, tomar injeção ou fazer qualquer outra coisa chata ou dolorosa. Faria tudo de novo porque vale a pena. Os pequenos dão muito trabalho. Mas com muita paciência, e uma boa estrutura, qualquer mãe de primeira viagem tira de letra.
Dito isso, é só entrar nas comunidades do Orkut. Há dezenas que tratam do amor de pais com filhos.
Sei que é contraditório. Afinal, trabalho em internet desde 2001. Mas, pra ser bem sincera, nunca dei muita importância pros espaços interativos da web. Poucas vezes, entrei em sites pra comentar notícias ou responder a questões em fóruns. Tudo isso até a Marianna nascer, em novembro do ano passado, depois de 12 horas de trabalho de parto e uma cesárea de uns 15 minutos. O universo virtual no qual passei a encontrar pessoas com os mesmos problemas que eu e as mesmas vitórias que minha pequena Marianna se mostrou um verdadeiro adorável mundo novo. Que maravilha descobrir que outros bebês regurgitavam. Que máximo saber que há empresas que vivem só de alugar bombinhas elétricas de tirar leite. Sensacional entender que, muitas vezes o que funciona para um bebê, não funciona para outro. E toda essa informação em genuíno mamãeses, com cores e sabores da realidade de outra mãe como eu: uma mãe de primeira, de primeiríssima viagem. Amei.
Uma das primeiras coisas que descobri é que mães choram. Logo depois do parto, sabe. Choram, choram, choram. É normal. Se é que uma mulher chorando quase 24 horas pode ser normal. Bom, mas ainda bem que descobri isso antes de desatar a chorar. Eita dia de chororô. Lembro bem. A família tinha aumentado fazia cinco dias. E qualquer coisa que eu pensava ou olhava eu chorava. Chorava por estar feliz. Chorava pelas fotos da Mari. Chorava com a dor dos pontos. Foi legal. Nessa hora, descobri a força que têm os hormônios enlouquecidos, sem saber o que estava acontecendo depois daquelas 39,5 semanas.
O que as crianças preferem fazer durante as férias?
Aquela sensação ruim de que estamos deixando as crianças tempo demais em casa pode ser boa. Calma, vou explicar. Ela estimula os pais a buscar novas maneiras de proporcionar momentos ao ar livre com os filhos, os amigos dos filhos e etc. Quem acha que não tem problemas a criança brincar apenas dentro de casa devia ler com os olhos “bem abertos” as notícias importadas na China. Depois do governo publicar uma lei para garantir que as crianças tenham direito de brincar e descansar – sim, o que parece óbvio para uns é obscuro para outros -, agora uma pesquisa diz que a maioria das crianças PREFERE passar as férias online. Você pode pensar: olha só, se elas gostam, por que não deixar? Ou então: por que elas gostam tanto? Vamos pelo segundo caminho. A Internet e os games são bons atrativos. Nós também concordamos. Mas quando pensamos em férias, lembramos de outros momentos, como os passeios em parques e o almoço na casa da avó. Sabe por que? Porque nossos pais nos mostraram isso e deixaram-nos descobrir o que era bom. Talvez essas crianças chinesas não conheçam o mundo que fica do lado de fora de casa. Pode não ser preferência pela Internet. Quando não se tem outras opções, é mais fácil aceitar o que temos como sendo o melhor. (Thais Lazzeri)
Acabo de ler no blog da Gabrielle Blair, o Design Mom, uma história muito interessante da qual nunca tinha ouvido falar: uma atividade chamada “letterboxing” (ou cartas em caixas). Segundo a Gabrielle, que é designer, tem 5 filhos, já escreveu uma coluna na Crescer e eu tive o prazer de conhecer em Nova York, é uma mania muito bacana que está rolando nos Estados Unidos.
A Gabrielle explica: “pessoas de vários lugares do mundo estão preparando caixas a prova d’água e colocando dentro: um caderno em branco, uma caneta, um carimbo e uma almofadinha de tinta. Eles escondem essa caixa em lugares públicos (como um parque) e depois colocam na internet pistas de como encontrá-la. As pessoas entram no site, pegam as pistas e as seguem até encontrar a caixa. Levam um caderno pessoal e fazem um carimbo nele, com o que encontraram na caixa. Também levam seus próprios carimbos e deixam sua marca no caderno que está na caixa. Guardam as coisas lá dentro e escondem a caixa novamente, para outro participante”. Ela conta que já ouviu que há mais de 20 mil caixas escondidas apenas na América do Norte! Sua família fez o teste no último final de semana (ela descobriu que havia uma caixa em um parque perto de sua casa) e se divertiu muito com seus filhos.
No site www.letterboxing.org eles explicam tudo sobre o assunto. E é lá que estão as clues (pistas) para encontrar as caixas (nos estados Unidos…). O site www.atlasquest.com também trata do assunto. Tem até espaço para você começar a brincadeira em qualquer país (mas o site está todo em inglês). Parece uma idéia maluca, daquelas que só com a internet se tornam possíveis. E tem um gostinho delicioso de caça ao tesouro! Aqui no Brasil nunca ouvi falar disso. Alguém conhece? Alguém se habilita a começar??? Veja o video que achei no Youtube ensinando como funciona...
A proibição da importação dos brinquedos da Mattel, anunciada ontem, pode atrapalhar o Dia das Crianças e o Natal. Como a empresa importa todos os produtos que vende no país, é possível que alguns brinquedos da marca, como a Barbie e a Polly, faltem nas prateleiras. A Mattel ainda não lançou nenhum comunicado oficial sobre o assunto na imprensa. Está esperando o fim da negociação com o governo, em Brasília. Grandes lojas de brinquedos de São Paulo, como a PBKids e Armarinhos Fernando, dizem que já tem estoque para o Dia das Crianças, já que o pedido é feito meses antes. Mas e quanto aos presentes de Natal? Os pais, os fabricantes e os lojistas sabem que essas datas são as que mais se vende, se compra, se dá brinquedo. Alguns desses produtos, inclusive, estão na lista dos 50 Melhores Brinquedos do Ano da CRESCER. Por isso, estamos preocupados e aguardamos uma solução para o problema!
Calma, não é o que você está pensando. A arma é um brinquedo. A criança puxa o gatilho, que faz rodar e abrir a bola de basquete que está sobre o revólver, enquanto uma música toca. Colocada na boca, quando o gatilho é acionado, o brinquedo produz também um assovio. Dá um arrepio, né? Via BlueBus.
Para os pais que têm filhos com Transtorno de Déficit de Atenção & Hiperatividade (TDAH), muitas vezes é difícil entender exatamente do que se trata a doença. O mesmo vale para professores, que precisam saber o que é doença e o que não é para poder dar o melhor atendimento aos alunos. Para quem mora em SP, um curso da Clínica Elipse ensina a entender e lidar com o distúrbio. Se você desconfia que seu filho tem o problema, não perca a edição de outubro da Crescer. Nós desvendamos os principais mitos e verdades dessa doença tão polêmica para facilitar a entender o transtorno. Daqui a algumas semanas nas bancas.
CURSO: TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH) ENTENDER PARA SABER LIDAR
Estrutura Neuropsicológica da Atenção Histórico e Conceituação Comorbidades e Diagnóstico Diferencial Diagnóstico Multidisciplinar Intervenção TDAH no Adulto Estudo de Casos Clínicos/Escolares
Informações Local: sede da Elipse – Clínica Multidisciplinar Datas: 21, 22 e 23 de setembro e 26, 27 e 28 de outubro Horários: sexta-feira das 18:00h às 22:00h sábado das 9:00h às 18:00h domingo das 9:00h às 13:00h Carga horária total: 32horas Público – Alvo: pais e profissionais das áreas de Educação e Saúde Palestrantes: Silvia Amaral de Mello Pinto – Pedagoga . Psicopedagoga Maria Cristina Bromberg – Pedagoga . Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento
Valor: R$470,00 para inscrições até 25/04 e grupos R$500,00 à vista R$520,00 em duas vezes
Inscrições Por e-mail ou por telefone na sede da Elipse. www.clinicaelipse.com
Como funciona o microscópio? E o Cirque du Soleil, a reforma ortográfica do português, os engolidores de espadas? No site How Stuff Works (Como as Coisas Funcionam), você encontra a resposta para essas e outras perguntas insólitas do seu filho. Bom pra ver dúvidas específicas e também para ver as novidades.
Queria convidar a todos para conhecer mais um espaço virtual bacana da revista Crescer: o Blog da Aninha. A Ana é minha vizinha de divisória, muito querida. Ela trabalha como assistente da Cynthia, nossa diretora editorial. Além da proximidade física -- ela não tem como não se envolver com a falação aqui da Crescer -- , a Ana tem um filho lindo, o João Marcelo, de 3 anos, o que a faz ficar ainda mais perto da gente. Fora tudo isso, ela escreve como fala: de maneira verdadeira, gostosa e divertida. Acho que vocês vão gostar de conhecê-la! E, Ana, seja muito bem-vinda -- agora oficialmente -- a Crescer!
Aqui vamos falar de tudo que acontece no universo infantil.
As pesquisas mais recentes, as novidades nas áreas
de saúde, educação, cultura e comportamento.
Além do dia-a-dia com os filhos, nossas dúvidas,
alegrias e desesperos! Comente as notícias, mande sugestões,
participe. Falar dos filhos nunca é demais. Alguém
discorda?
Paula Perim é editora-chefe da CRESCER, onde trabalha há 7 anos . É mãe da Júlia, 10 anos, e da Beatriz, 9.